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Audio eLesson_2015-0202


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Eu tenho sessenta anos de idade. Quarenta anos atrás, eu me apaixonei com a escalada. Vinte anos atrás. Eu me apaixonei com a criação de uma carreira com a escalada. Minha vida, no entanto, não foi amar o que eu faço o tempo todo. Antes da minha escolha de criar uma carreira na escalada, eu trabalhava na empresa de meu pai. Nós vendíamos ferramentas industriais, a maioria de corte como brocas e outras ferramentas para cortar metal. Eu não gostava das ferramentas de corte. Eu não gostava da minha vida tampouco . Eu estava frustrado, deprimido e ansioso.

Eu tive o que é conhecido como crise da meia-idade. Vender ferramentas de corte não era significativo para mim. Uma crise da meia-idade indica que estivemos vivendo uma existência supérflua. Há algo sobre a vida que precisa de profundidade e significado. Nós estamos crescendo ou morrendo. Ter uma vida significativa valida o fato que estamos crescendo como seres humanos.

A questão crítica é: como criamos vidas que são significativaas? Eu não gostava de vender ferramentas. Isso é importante para levar em conta. Mas eu precisava ir além e enquadrar o problema em uma direção na qual eu pudesse realizar alguma ação. Eu sabia que eu amava a escalada. Eu investiguei o que chamava minha atenção e meu interesse sobre a escalada. Parecia ser o medo e o aspecto mental dela. Agora, eu precisava fazer uma escolha para criar uma nova carreira.

Esta nova escolha precisava ser feita de forma diferente. Eu precisava determinar o que causou a minha crise de meia-idade em primeiro lugar. Eu precisava olhar para minha motivação porque a motivação é o que direciona nossas decisões. Nossa motivação faz com que tomemos decisões que nos levam a uma vidade frustração ou a uma vida significativa.

Existem duas motivações básicas: a extrínseca e a intrínseca. A motivação extrínseca nos leva aos resultados de fim que queremos atingir, e tende a estar baseado no conforto; somos motivados ao que nos deixará confortáveis. Em outras palavras, nós desejamos o conforto que sentiremos ao atingir um resultado final.

A motivação intrínseca nos leva em direção aos processos que queremos vivenciar. Ele tende a estar baseado no estresse; somos motivados ao que é estressante, de preferência um estresse que escolhemos vivenciar. Nós desejamos o estresse que sentiremos durante o processo de engajar-se na experiência.

Minha nova escolha de criar uma carreira com a escalada precisou de uma mudança de direção da minha motivação. Eu havia inconscientemente escolhido um resultado final, baseado no conforto quando eu escolhi trabalhar na empresa do meu pai. Isso me dava um emprego e segurança financeira, ambos baseados no conforto. Eu precisava valorizar o estresse para ter significado em minha nova carreira. E, havia bastante estresse no processo de desenvolver o Caminho do Guerreiro. Treinamento mental para os escaladores era desconhecido. Não havia muita informação sobre o assunto.

O Caminho do Guerreiro requer que vivamos nossas vidas como guerreiros. Os guerreiros se diferenciam das pessoas normais pelo que os motiva. As pessoas comuns são vítimas da motivação inconsciente baseada no conforto. Os guerreiros não são vítimas; eles conscientemente escolheram identificar o estresse com o qual querem se comprometer. Os guerreiros buscam tais experiências porque eles são caçadores impecáveis de poder pessoal. Entrar no desconhecido- no estresse- lhes dá a oportunidade de caçar poder.

Minha vida agora é significativa. Eu gosto de engajar no processo lento e estressante de ensinar o material e encontrar novas formas de aplicá-lo. Eu quero estar nesse tipo de estresse. Eu me vejo tendo uma vida significativa ainda daqui a vinte anos, quando eu tiver oitenta anos.

Joseph Campbell disse que ele não achava que as pessoas queriam ser felizes. Em vez disso, as pessoas queriam umaexperiência de estar vivos. Essa experiência é um processo; ela nos dá significado e através dessa experiência nos sentimos vivos. Não deseje atingir a felicidade; deseje comprometer-se com uma experiência.


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