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Um importante professor universitário foi ao Japão para buscar a iluminação Zen. O mestre Zen o recebeu e lhe serviu chá. Ele encheu a xícara da visita e continuou servindo o líquido. O professor não podia acreditar no descuido do mestre Zen e disse: “Pare, está transbordando. Nada mais entrará na xícara”. “Assim como está xícara”, o mestre Zen disse “você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como poderei lhe mostrar o Zen sem que você primeiro esvazie sua xícara?”.

Tendemos a achar que estamos abertos para o aprendizado, mas na verdade estamos cheios de nosso próprio “conhecimento”. Achamos que sabemos, quando na verdade não sabemos. Uma das minhas frases favoritas de Sócrates é sua resposta ao Oráculo de Delfos, quando este o proclamou o homem mais sábio de Atenas. Sócrates disse que ele é apenas o mais sábio no ponto de que ele sabe que nada sabe.

Sócrates foi considerado um estorvo, sempre incomodando as pessoas, querendo discutir verdades, amor e tópicos importantes sobre a vida. A maioria das pessoas queriam ficar em paz para fazer seus trabalhos diários, mas Sócrates os envolveria em conversas, atrasando-os.

Dizer que ele não sabia dá uma imagem humilde dele. Mas ele não estava sendo humilde; ele estava sendo consciente. Ele sabia da importância de manter sua xícara vazia e sua mente vazia. O ego gosta de dizer “eu sei” usando sua “sabedoria” para se sentir importante. O aprendizado requer que digamos “eu não sei”.

Leve em conta, por exemplo, os movimentos na escalada. Nós começamos a aprender a escalar pedras com base em nossa habilidade de caminhar e subir uma escada: movendo um pé e uma mão de cada vez. Nós “sabemos” que esse estilo funciona até atingir um platô. Para ir além desse platô, precisamos de consciência e da força de vontade para dizer “eu não sei”. Então estamos abertos para desapegar do estilo antigo e experimentar novos movimentos, como mover duas mãos e depois dois pés. Esvaziamos nossa xícara para ter a consciência de novas formas de mover. Aprendemos que é mais eficiente mover dois pés e depois duas mãos.

Até mesmo os escaladores de elite são vítimas dessa tendência do “eu sei”. Talvez eles tenham uma tendência natural para mover-se lentamente. Escalar dessa forma funciona para eles. Eles “sabem” que escalar lentamente funciona porque eles têm evidências de cadenas para prova-lo. Escalar lentamente funciona até eles atingirem um platô. Para ir além dele é preciso consciência e a força de vontade de dizer: “eu não sei”. A partir daí eles estão abertos para desapegar do estilo antigo e podem experimentar uma escalada mais rápida.

Nós esvaziamos nossa xícara para poder estar conscientes de novas formas de escalar. Uma vez que tenhamos praticado o contrário de nossas tendências naturais, podemos encontrar um equilíbrio entre os dois estilos.

Todos temos uma tendência de gravitar na direção de nossas zonas de conforto. Se um estilo de escalada “funciona” para nós, com evidências em sucessos de resultados finais, achamos que sabemos. Esse “saber” enche nossa xícara, fecha a mente e desliga o processo de aprendizado.

Dizer “eu não sei” não é fraqueza; é poder. Abre espaço para o aprendizado. Somos mais conscientes de novas informações que podemos utilizar, praticar e integrar em nossa escalada. Nós devemos buscar esvaziar nossa xícara para que possamos estar receptivos para aprender.

Como Sócrates, seja um estorvo com a mente; não deixe ela em paz. Em vez de cair em rotinas inconscientes, investigue a verdade, o amor e tópicos importantes sobre a vida. Reconheça que nada sabemos. Esvaziamos nossa xícara para ver o que será servido nela.


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