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Na lição passada nós desenvolvemos uma consciência intelectual sobre a ansiedade da performance. Nós compreendemos como o cérebro funciona e qual tipo de mudança de foco mental precisamos realizar com nossa motivação. Mentalmente, devemos valorizar um processo de aprendizado lento e estressante. Ao invés de focar nossa atenção em truques ou técnicas para lidar com a ansiedade da performance, nos deslocamos para um lugar aonde não existe tal ansiedade. Uma vez que fazemos isso, podemos focar toda nossa atenção na performance (no que estamos fazendo e desempenhando).

Não é fácil, porém, realizar essa mudança de foco. Podemos entendê-la intelectualmente, mas ainda nos sentiremos ansiosos até o momento de experimentá-la. Precisamos transformar nossa consciência intelectual em consciência experimental. Como fazemos isto? O que fazemos quando estamos escalando e atuando pode nos ajudar a ser mais efetivos em superar a ansiedade. Precisamos aplicar o deslocamento de foco. Precisamos demonstrar, em nossa escalada, que valorizamos um processo de aprendizado lento e estressante. Precisamos ser extremamente intencionais e atenciosos na forma como escalamos.

A forma como escalamos e treinamos precisa enfatizar esta mudança de foco do rápido, confortável e de resultados finais para o lento, o estresse e os processos. A seguir estão alguns pontos para realizar essa mudança. Expandimos aquilo em que estamos focando. Portanto, não focamos em como diminuir a velocidade, o conforto e as tendências por resultados finais; nós escalamos e treinamos de uma forma que incorpora uma progressão lenta, valoriza o estresse e enfatiza os processos.

Primeiro, a situação deve expandir o aprendizado. Um aprendizado ótimo ocorre no nosso limite- entre o conforto e o estresse. É uma zona onde há o estresse suficiente para nos fazer prestar atenção, mas não tanto estresse como para distrair nossa atenção para um desejo de estar confortável. Aprender é uma conversão de estresse em conforto. Devemos ser capazes de relaxar no estresse. Se há muito estresse, então o corpo ficará tenso. Uma respiração adequada, foco na visão e comprometimento do corpo ativam neurônios, envolvem a mielina e constroem uma rede neural de suporte no cérebro.

Segundo, precisamos ter um entendimento global da escalada. A escalada inclui muitas habilidades como se mover, descansar, cair, pensar e tomada de decisões. Algumas habilidades, tais como cair, são ignoradas porque são estressantes. Ter um entendimento global da escalada significa achar maneiras de praticar todas as habilidades, até as que são estressantes, que compõem a escalada. Uma vez que fazemos isso, podemos achar formas de praticar cada habilidade.

Terceiro, para praticar as habilidades efetivamente, precisamos quebra-las em suas menores partes. Praticamos as partes individuais até nos tornar proficiente com elas. Depois, combinamos lentamente as partes pequenas criando partes maiores e as treinamos. Por exemplo, algumas partes pequenas para aprender os movimentos de escalada são: mover as duas mãos, depois os dois pés; deslocar o quadril da esquerda para a direita para ter equilíbrio; como pegar/pisar nas agarras. Nós praticamos mover as mãoes e pés, o deslocamento de quadril e a pegada/pisada de agarras individualmente. Quando ganhamos certa proficiência com cada, as combinamos. Por exemplo, praticar mãos/pés e deslocamento de quadril cria uma parte maior.

Quarto, precisamos escalar e praticar de tal forma que nossa atenção esteja no momento. Isto significa, primeiramente, não conversar ou pensar enquanto se realizam exercícios de prática. Se nossa atenção está na mente falando ou pensando, então ela não está no corpo fazendo a tarefa e notando as sutilezas. Se vamos ser efetivos em nossa prática, então devemos focar nossa atenção no que está acontecendo no momento. Também precisamos realizar coisas especificas para deixar nossa atenção mais no momento. Por exemplo, quando praticamos a movimentação podemos manter o contato visual nas agarras, se prolongar ao realizar os movimentos de pisadas/pegadas, fazendo o movimento mais lentamente.

Quinto, precisamos ser intencionais em nossa pratica. Fazemos isto estabelecendo uma intenção antes de começar. Se estivermos praticando manter o contato visual, então estabelecemos a intenção antes de começar. “Eu pretendo manter o contato visual nas agarras de pés e mãos.” Se não estabelecermos uma intenção para como escolhemos focar nossa atenção, então ela vai se deslocar para o que é mais fácil, para os hábitos que já desenvolvemos.

Finalmente, precisamos praticar até a habilidade se tornar intuitiva, quando podemos realiza-la automaticamente. Isto requer uma prática contínua.  Precisamos nos comprometer com um processo continuo de pratica; nunca chega ao fim.

Desafiar-nos apropriadamente, ter um entendimento global da escalada, quebrar as  habilidades em partes, colocar nossa atenção no momento, ser intencionais e a prática continua, tudo isso junto demonstra um processo lento que valoriza o estresse. Se nos comprometemos com isso, as tendências do ego por resultados finais, velocidade e conforto vão cair e sumir. Estamos focando no que queremos expandir, e com o tempo, isso expandirá para incorporar a forma como lidamos com a escalada. Estamos agora alinhados com a forma que o cérebro trabalha. E, ao aplicar este deslocamento, nós aumentamos a rede neural e as camadas de mielina de tal forma que queremos nos comprometer com competições estressantes e esforços por cadenas. Nos deslocamos para um lugar onde o problema da ansiedade de performance não existe mais.

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