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É interessante ver as pessoas gritando suas visões sobre as armas pelos fatos recentes de violência com armas (San Bernardino, California 2015). Alguns são a favor das armas; outros são contra. E, cada grupo pensa que a melhor forma de diminuir a violência é adotar sua visão. Tudo se resume a “Eu estou certo; você está errado.”. Esta forma de abordar e resolver um problema  não parece extremamente infantil? Por acaso não aprendemos nada na escola sobre resolução de problemas? O treinamento mental requer um despertar, para perceber como a mente nos engana. O que é mais importante não é o que “sabemos”, e sim nossa forma de abordar o aprendizado.

A solução não é escolher a visão pró ou contra as armas. A solução vem de uma terceira opção, uma síntese das duas. A solução não elimina uma visão. Ela leva em consideração ambas as visões e encontra formas de satisfazer aspectos importantes delas. A visão pró arma deve se tornar um pouco mais contra arma; A visão contra armas deve se tornar um pouco mais pró-arma. Isto significa que cada um de nós precisa mudar nossa visão.

Esta tendência de pensar “eu estou certo e você errado” permeia em tudo que fazemos. Podemos conversar com amigos. Estamos conversando para validar nossa visão ou modifica-la? Se estivermos pensando em como discordamos de nossos amigos e como queremos “corrigir” suas visões, então estamos focando na validação. Se estivermos pensando em como suas visões podem corrigir a nossa, então estamos focados em modificar.

Acontece de maneira similar na escalada. Se estamos tendo dificuldades em uma via, ficamos frustrados? A frustração é um sinal de que queremos validar nossas expectativas. “Nós deveríamos ser capazes de escalar a via”, mas não conseguimos. Em vez disso, poderíamos ficar curiosos em relação à forma de modificar nossa abordagem. Fazendo a pergunta “o que está causando minha queda?” nos deixa em uma posição de receptividade para mudar nossa abordagem.

Ao focar nossa atenção em validar nossas visões, criamos um problema que não tem solução. Se somos pró armas ou contra armas, e buscamos validar nossas visões, nunca vamos chegar em um lugar onde ambos os grupos conseguirão trabalhar juntos, ver o problema e achar uma solução. Se buscamos corrigir a visão de nossos amigos, então ficamos presos em nossa própria ignorância. Se nos frustramos, não achamos uma solução para o desafio da via.

O aprendizado, por definição, requer modificação, não validação. Os advogados pró armas e contra armas não aprendem nada validando suas visões. Não aprendemos nada corrigindo a visão dos nossos amigos nas conversas. Não aprendemos nada sobre nós mesmos se nos frustramos em uma via. O aprendizado precisa de síntese. A síntese mistura as duas visões em uma solução melhor, melhor do que qualquer uma separada. É melhor porque leva em conta as duas visões.

  • Se a meta é diminuir a violência com armas, atingiremos a meta criando uma sociedade que quer trabalhar junta.
  • Se a meta é amizade, então temos discussões vigorosas, mas com respeito mútuo.
  • Se a meta é realizar uma escalada, então permanecemos curiosos ao que está nos derrubando.

Não conseguimos atingir essas metas ao focar nelas. Nós as atingimos ao focar em resolver o problema. Fazemos isto permanecendo conectados à situação. Trabalhamos juntos, o que requer uma mudança, o que requer uma mudança, o que requer uma mudança. Sim, eu sei, eu disse três vezes. Nós mudamos através da modificação, não da validação.

O desejo limitante da mente de estar certa, requer que rotulemos o grupo oposto como errado. É uma proposta de um ou outro/ou. Takuan Soho, o mestre Zen do século XVII disse: “Você não deve temer o seu inimigo, e sim seu aliado. No começo não existia inimigo. Você tornou o seu aliado seu inimigo.” Os grupos pró ou contra armas não são nossos inimigos. Devemos temer nossos aliados, esses dentro de nossos grupos que nos deixam na inconsciência, temendo modificar nossas visões, temendo nosso próprio processo de aprendizagem.

Não se torne vítima da mente. Podemos escolher uma terceira opção. Podemos estar “certos” em como abordamos a resolução de problemas. Podemos deixar de validar e começar a modificar. Podemos tornar nossos inimigos aliados, aprender deles e sintetizar uma solução que é melhor que a nossa.

É mais fácil olhar para os outros, e rotulá-los como o problema. É mais difícil olhar para si mesmo, entender que o problema se origina de dentro de nós. Façamos algo que é mais difícil, e não mais fácil.  Vamos também fazer com que os outros sejam responsáveis por fazer o mesmo. Ninguém passeia de graça. Isto não é sobre ser tolerante com os outros. Tolerância significa que sabemos que estamos certos e os outros errados e vamos apenas tolerá-los, desde que eles não interfiram com nossas visões.  É sobre ter uma discussão vigorosa, concordar e discordar, e modificar de forma respeituosa.


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